Faz algum tempo,
Tempo algum...
Os versos estão mais firmes
Mais lentos, mais nossos.
Há um novo espaço
Aquele espaço entre a luz
Entre a tela e a vida
Eis o atemporal de nós
No encontro verdadeiro entre
O não tempo e o não espaço...
Nada além, amizade, verdade, cumplicidade.
Amigas e amigas.
Cris Porto
sábado, 31 de julho de 2010
Viagem à terra escura
Uma terra sem margens,
Sem tempo, sem espaço, um viajante de si mesmo,
Uma procura íntima que nem se sabe viagem.
Processo de vida similar a uma fuga.
Seria mesmo uma viagem ou uma fuga?
Fuga de sonhos, crenças, desejos e vontades.
Uma fuga que disfarça medos e decepções.
Que espécie de momento é este tão expressionista e intenso?
Nem mesmo o poema dá conta.
Ele declina de si mesmo e entrega-se a viagem
Numa terra sem limites e cheias de contrastes.
O poema se vai, mas deixa-lhe a poesia.
Esta se encontra no fragmento inexato
Do brilho do olhar do poeta.
Consegue vê-lo ou senti-lo?
Cris Porto
Sem tempo, sem espaço, um viajante de si mesmo,
Uma procura íntima que nem se sabe viagem.
Processo de vida similar a uma fuga.
Seria mesmo uma viagem ou uma fuga?
Fuga de sonhos, crenças, desejos e vontades.
Uma fuga que disfarça medos e decepções.
Que espécie de momento é este tão expressionista e intenso?
Nem mesmo o poema dá conta.
Ele declina de si mesmo e entrega-se a viagem
Numa terra sem limites e cheias de contrastes.
O poema se vai, mas deixa-lhe a poesia.
Esta se encontra no fragmento inexato
Do brilho do olhar do poeta.
Consegue vê-lo ou senti-lo?
Cris Porto
Tempo
Há tanto espaço
Não lhe vejo.
Há tantos olhares e nada se mostra,
Não consigo fugir de mim.
Abaixo ou acima do mundo
Sou uma metáfora,
Você retira meus véus.
Sinto-me entre seus dedos,
Sou silenciada, sufocada,
Debato-me entre conjecturas.
Resta-me apenas o abstrado
De um sentir apesar de e por si.
Cris Porto.
Não lhe vejo.
Há tantos olhares e nada se mostra,
Não consigo fugir de mim.
Abaixo ou acima do mundo
Sou uma metáfora,
Você retira meus véus.
Sinto-me entre seus dedos,
Sou silenciada, sufocada,
Debato-me entre conjecturas.
Resta-me apenas o abstrado
De um sentir apesar de e por si.
Cris Porto.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Apenas Fios ...
Um tempo designado por nós
Imagem de um agora...
Sem medidas, sem cronômetro.
Uma tapeçaria a tecer-se,
Fios que se entrelaçam, formas, cores...
O tempo, os fios, as formas, as cores
Momento já tecido, criando um novo instante
Instante não definido, subliminar em mim
Observação, engano, calidoscópio.
O que acontece e o que está a fazer-se?
Sinto-me em alerta, a energia centra-se e dissolve-se...
Ousadia e medo miram e refutam-se...
Nebulosidade... Você efêmero e constante
E eu aqui envolta em brumas
Não consigo tecer com segurança
A mensagem de olhos que não se revelam.
Cris Porto
Imagem de um agora...
Sem medidas, sem cronômetro.
Uma tapeçaria a tecer-se,
Fios que se entrelaçam, formas, cores...
O tempo, os fios, as formas, as cores
Momento já tecido, criando um novo instante
Instante não definido, subliminar em mim
Observação, engano, calidoscópio.
O que acontece e o que está a fazer-se?
Sinto-me em alerta, a energia centra-se e dissolve-se...
Ousadia e medo miram e refutam-se...
Nebulosidade... Você efêmero e constante
E eu aqui envolta em brumas
Não consigo tecer com segurança
A mensagem de olhos que não se revelam.
Cris Porto
Você
Hoje lhe sinto mais perto,
Hoje lhe sinto mais longe,
Amanhã queria você mais que hoje,
Hoje apenas existo e sinto...
Vento, vida, você...
Saudades do homem que tanto quero.
Cris Porto
Hoje lhe sinto mais longe,
Amanhã queria você mais que hoje,
Hoje apenas existo e sinto...
Vento, vida, você...
Saudades do homem que tanto quero.
Cris Porto
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O indelével
No limiar do sono você.
Em meu sonho mais ousado, seu corpo.
Na linha, nas curvas das palavras
Seu sentir de homem.
Seus olhos como dardos de desejo
Perfuram minha carne e cravam-se na minha ânima.
Entre os suspiros, o seu que me provoca.
Estou a sombra de um homem
Responsável por meu sangue correr como larva
E meus sucos explodirem como vulcão.
Não posso delir você de mim.
O que você deseja? "dormir a sombra deste vulcão?
Ou deixar-me cega e mais vulnerável ao seu animus?
Estou presa em suas garras e o meu vulcão é pura ebulição.
E mesmo, o que você deseja homem das Brumas?
Cris Porto
Em meu sonho mais ousado, seu corpo.
Na linha, nas curvas das palavras
Seu sentir de homem.
Seus olhos como dardos de desejo
Perfuram minha carne e cravam-se na minha ânima.
Entre os suspiros, o seu que me provoca.
Estou a sombra de um homem
Responsável por meu sangue correr como larva
E meus sucos explodirem como vulcão.
Não posso delir você de mim.
O que você deseja? "dormir a sombra deste vulcão?
Ou deixar-me cega e mais vulnerável ao seu animus?
Estou presa em suas garras e o meu vulcão é pura ebulição.
E mesmo, o que você deseja homem das Brumas?
Cris Porto
Sonhei que acordava
As coisas não são o que são
o meio do dia não é a meio
das horas diurnas
os espelhos não contêm reflexos
e se a tua cara de espanto se apagou
é na minha morte que me isolo para te enfrentar
fugindo para baixo
para esse lugar de adultos onde não há formas
nem oliveiras, vinho, livros ou aviões
nem todas as flores que prometeram plantar no paraíso
este lugar prevalece formado do intangível.
Cris Porto
o meio do dia não é a meio
das horas diurnas
os espelhos não contêm reflexos
e se a tua cara de espanto se apagou
é na minha morte que me isolo para te enfrentar
fugindo para baixo
para esse lugar de adultos onde não há formas
nem oliveiras, vinho, livros ou aviões
nem todas as flores que prometeram plantar no paraíso
este lugar prevalece formado do intangível.
Cris Porto
sábado, 10 de julho de 2010
Destecer
Destecer o instante,
Fugir, sonhar, perder.
Ondas banhadas,
Águas impuras
Agonia pasma,
Hibridez solene...
O espaço desaparece
Nas linhas desnudas.
O verbo nu sente medo.
Em labirinto tudo se encontra,
Ainda quero destecer,
O tecido oblíquo do verbo.
Cris Porto
Fugir, sonhar, perder.
Ondas banhadas,
Águas impuras
Agonia pasma,
Hibridez solene...
O espaço desaparece
Nas linhas desnudas.
O verbo nu sente medo.
Em labirinto tudo se encontra,
Ainda quero destecer,
O tecido oblíquo do verbo.
Cris Porto
Ausência
Estou em um anseio,
Sonho com teus passos...
Tuas mãos moldando meu corpo,
Agonizo de desejo.
Rompendo meu ser de mulher,
Teu eu estampa em mim
Um desejo febril,
De forma amarga e dolorosa
Em uma dor aguda.
Onde minha carne chora
Desfigurando-se em laivos,
Suplicando um êxtase
Com gosto da mais pura ausência.
Cris Porto
Sonho com teus passos...
Tuas mãos moldando meu corpo,
Agonizo de desejo.
Rompendo meu ser de mulher,
Teu eu estampa em mim
Um desejo febril,
De forma amarga e dolorosa
Em uma dor aguda.
Onde minha carne chora
Desfigurando-se em laivos,
Suplicando um êxtase
Com gosto da mais pura ausência.
Cris Porto
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Versos
Versos imperfeitos, incompletos...
Vento frio entre as linhas do texto.
Pingos de chuva entre as palavras
Entre as letras, sentimento.
Sentir, sonhar, desejar
Quero o poema
Aquele que me resumiria em você
Com versos tortos e imperfeitos...
Escreva-me em seus versos!
Cris Porto
Vento frio entre as linhas do texto.
Pingos de chuva entre as palavras
Entre as letras, sentimento.
Sentir, sonhar, desejar
Quero o poema
Aquele que me resumiria em você
Com versos tortos e imperfeitos...
Escreva-me em seus versos!
Cris Porto
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