segunda-feira, 20 de junho de 2011

Acordes do verso

Penso está vivendo,
Nada me toca e eu vivo.
Conflitos de vontades, verdades, medos.
Atingem meu espaço mais íntimo.
Estou presa a mim, sentimentos, sonhos.
Na minha posteridade apenas ilusões,
Mentiras de mundos frágeis chocando entre si.
Viajo entre tudo isso
Nada resta a não ser meu próprio grito.
Desconheço meu estado e,
Indecifrável, demente e vazia.
Apenas perscruto o não ter, não saber.
Quero apenas meu mundo,
Mas perdi o caminho
No intervalo das entranhas
De um mundo compartilhado
Sem verso, sem voz, em silêncio.
Inscrito no olhar oblíquo de um tempo que inexiste.
Já não sei domar os acordes do meu verso...

Cris Porto

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